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Boletim de Resultados PPSP - Dezembro / 2016

PPSP fecha 2016 com a melhor rentabilidade dos últimos quatro anos

 

O Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) encerrou 2016 com a melhor rentabilidade dos últimos quatro anos, registrando rentabilidade acumulada de 11,53%, levemente abaixo da meta atuarial de 12,35%.

Os investimentos em renda fixa (fundos e títulos públicos e privados), que respondem por 48% da carteira do plano, foram o destaque do ano passado, com rendimento de 27,19%, quase o dobro do CDI (14%), principal referencial de mercado. A valorização do segmento foi puxada pelos títulos públicos, que garantiram retorno de 30,58%.

A renda variável (ações negociadas em bolsa, fundos e participações em empresas) apresentou valorização de 5,15%. No entanto, ficou abaixo dos referenciais de mercado – o Ibovespa subiu 38,94% e o IBrX 100, 36,70%, refletindo a melhora na percepção de risco com as mudanças no cenário político e a valorização das commodities em 2016. Este descolamento se deve à composição da carteira do PPSP e a avaliações econômico-financeiras de empresas nas quais a Petros tem participação. Os destaques do ano neste segmento foram a carteira de giro e os fundos de renda variável, com alta expressiva de 24,89% e 25,44%, respectivamente.

Também contribuiu positivamente para a rentabilidade do PPSP o desempenho dos empréstimos aos participantes, que registraram alta de 17,70%. Já o segmento de imóveis encerrou o ano com retorno de 0,55%, índice inferior à meta atuarial, devido às reavaliações realizadas ao longo de 2016.

Com uma fatia de 6% da carteira do plano, os investimentos estruturados (Fundos de Investimentos em Participações – FIPs, veículos de investimento em empresas ou projetos de empreendimentos) desvalorizaram 31,55% no ano.

Números de dezembro

Considerando dezembro de forma isolada, a rentabilidade foi negativa em 1,81%, frente à meta atuarial de 0,76%. O resultado foi puxado pela renda variável, que encolheu 5,91%, devido à queda nas ações em participações de empresas. O desempenho do mercado também foi ruim no último mês do ano e os principais indicadores, Ibovespa e IBrX 100, encolheram 2,71% e 2,55%, respectivamente. Por outro lado, os fundos de renda variável apresentaram valorização devido à reavaliação positiva das ações da Litel (Vale). 

Também contribuíram para o resultado negativo os investimentos estruturados, que desvalorizaram 19,49% em função das reavaliações econômico-financeira de alguns FIPs e provisionamentos de outros.

A renda fixa foi o destaque positivo do mês, com alta de 3,34%, praticamente o triplo do CDI (1,12%), principal referencial de mercado. Já os empréstimos a participantes registram rentabilidade de 1% em dezembro e a carteira de imóveis teve desempenho negativo de 0,65%. 

  
 Grandes Números – PPSP – Dezembro / 2016 – rentabilidade
*A rentabilidade total do plano é o retorno dos investimentos, descontados outros fatores que interferem no resultado, como, por exemplo, despesas de custeio administrativo.


Grandes Números – PPSP – Dezembro / 2016 – investimentos

 

Composição da carteira - em percentual (%)

Grandes Números – PPSP – Novembro / 2016 – carteira de investimentos
 


Movimentação do PPSP em dezembro 

Grandes Números – PPSP – Dezembro / 2016 – seguridade

• Patrimônio de cobertura do plano (ativos): são todos os investimentos que o plano possui, mais outros recursos que ele tem a receber.

• Compromissos futuros do plano (passivo): são os valores comprometidos com os pagamentos de benefícios de todos os participantes, seguindo o que está previsto no regulamento do plano.

• Equilíbrio técnico: é basicamente a diferença entre os compromissos futuros e o patrimônio do plano. Sofre variações para mais ou para menos, de acordo com a movimentação desses compromissos e a rentabilidade dos investimentos. Quando os compromissos futuros ficam maiores que o patrimônio ocorre déficit. Quando a situação é inversa, há superávit.

Saiba mais: O déficit acumulado passou de R$ 25,9 bilhões, em novembro, para R$ 26,787 bilhões em dezembro, devido ao desempenho negativo de alguns investimentos, principalmente ações em participações e investimentos estruturados, ao aumento das despesas previdenciárias decorrentes das novas concessões de aposentadorias e ao crescimento dos gastos com ações judiciais.
 

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