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Boletim de Resultados PP-2

Novembro/2018

  • Contexto macroeconômico

    A definição do resultado das eleições presidenciais, ocorrida no fim de outubro, marca um novo momento para a agenda econômica. O risco da incerteza diminui, mas há um cenário global desafiador e expectativas quanto à execução das reformas e medidas econômicas que serão propostas pelo novo governo.

    Entre os indicadores econômicos do mês, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foi o destaque: a economia cresceu 0,8% frente ao segundo trimestre do ano e 1,3% em relação ao terceiro trimestre de 2017. A melhora dos números foi influenciada pela greve dos caminhoneiros de maio que enfraqueceu a base de comparação com o trimestre imediatamente anterior.

    Por outro lado, a indústria se mantém fraca e o desemprego continua elevado. O resultado da produção industrial de setembro – divulgado em novembro – foi o terceiro negativo (-1,8% desta vez), reflexo da lenta e gradual recuperação da atividade econômica. Já a taxa de desemprego foi de 11,7% no trimestre encerrado em outubro, um leve recuo frente ao trimestre anterior (11,9%).  

    A inflação do mês, por sua vez, ficou abaixo do piso das expectativas do mercado. O IPCA de novembro registrou deflação de 0,21% e alta de 4,05% no resultado acumulado em doze meses.  Os maiores impactos de queda foram registrados no preço da energia e combustíveis.

    O mercado financeiro fechou o mês em alta, refletindo o otimismo com o resultado das eleições. O Ibovespa, principal referência da B3 (antiga BM&FBovespa) subiu 2,38% em novembro, aos 89.504 pontos.  De janeiro a novembro, o índice acumula valorização de 17,15%. Já o dólar subiu 3,92% no mês, cotado a R$ 3,86, segundo a cotação do Banco Central.

    No cenário internacional, o destaque do mês foi a reunião do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que decidiu pela manutenção da taxa juros no intervalo vigente, entre 2% e 2,25%, em linha com o esperado pelo mercado. Segundo o Comitê, o ajuste da taxa de juros seguirá de modo gradual ao longo das próximas reuniões.  A atividade econômica segue em ritmo de crescimento sólido, com o desemprego em menor nível na série histórica e o consumo em forte expansão. Esse cenário sugere que a alta dos juros pode continuar, o que aumenta a rentabilidade dos investimentos nos EUA e tende a provocar uma saída de recursos de outros mercados, especialmente emergentes como o Brasil, em direção aos EUA.

  • Desempenho dos investimentos

    Rentabilidade do PP-2 é de 0,93% em novembro, bem acima de meta atuarial

     A rentabilidade do plano Petros-2 (PP-2) superou de longe a meta atuarial para novembro. O resultado foi de 0,93%, para uma meta de 0,23%. A meta prevê o rendimento necessário para que o plano possa fazer frente a seus compromissos atuais e futuros.

    A renda variável — que reúne ações negociadas em Bolsa, fundos de ações e participações em empresas e tem 13% dos recursos do plano — teve rentabilidade de 1,67% em novembro.  O Ibovespa, referência para o mercado de renda variável, subiu 2,38%, com a definição do cenário das eleições presidenciais no Brasil. Os Fundos de Investimentos em Ações (FIAs) subiram 3,10%, enquanto a carteira de participação caiu 2,29%.

    Com 80% dos recursos do PP-2, a renda fixa (que inclui títulos públicos e privados e fundos de renda fixa) valorizou 0,78%. O ganho foi superior ao do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é referência do segmento e avançou 0,49%, e ao da inflação medida pelo IPCA (-0,21%). O bom resultado é fruto de uma estratégia de gestão cada vez mais ativa desses investimentos para aproveitar as oportunidades do mercado.

    Os investimentos estruturados — compostos por Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), veículos de investimento em empresas ou projetos de empreendimentos e fundos imobiliários — renderam 0,06% em novembro.

    Já os recursos investidos em imóveis tiveram rentabilidade de 1,02% no mês. A carteira de empréstimos aos participantes, por sua vez, valorizou 1,14% em novembro. O segmento responde por cerca de 3,6% dos recursos do PP-2.

    Resultado acumulado no ano

    Com o desempenho de novembro, a rentabilidade do PP-2 chegou aos 11,57% no resultado acumulado nos onze primeiros meses do ano, bem acima da meta atuarial do período, de 8,71%. Os investimentos em renda fixa registraram valorização de 11%. A variação foi quase o dobro dos 5,90% do CDI, que é referência para o segmento, e dos 3,59% do IPCA no período.

    Os recursos em renda variável, por sua vez, tiveram alta de 9,85% de janeiro a novembro. Em igual período, o Ibovespa avançou 17,15%. O comportamento diverso ocorre porque a carteira de renda variável do PP-2 se diferencia da composição do Ibovespa, já que é adequada aos compromissos de longo prazo do plano com seus participantes. Além disso, a queda nas ações de BRF, por exemplo, com desempenho acumulado desfavorável em 2018, tem impactado negativamente a carteira do plano este ano.

    No resultado acumulado em 2018, até o mês de novembro, a carteira de empréstimos teve ganho de 12,41%. Os investimentos em imóveis, por sua vez, registraram rentabilidade de 6,56%.

    Já o segmento de investimentos estruturados rendeu 58,95% no período. O resultado pode ser explicado pelos recursos aplicados no FIP Caixa Barcelona. O fundo investe em ações do Instituto de Resseguros do Brasil (Irb), cujas ações valorizaram 120% em 2018, considerando o resultado até novembro.

    Desempenho do plano X meta atuarial (%) Novembro Acumulado no ano
    Total do plano 0,93 11,57
    Meta atuarial 0,23 8,71

    Composição da carteira

    Gráfico carteira de investimentos
    80,5%
    Renda Fixa
    13%
    Renda variável
    1,5%
    Investimentos estruturados
    1,5%
    Imóveis
    3,5%
    Empréstimos

    Resultado por segmento (%) Novembro Acumulado no ano
    Renda fixa 0,78 11,00
    Renda variável 1,67 9,85
    Investimentos estruturados 0,06 58,95
    Imóveis 1,02 6,56
    Empréstimos 1,14 12,41

    Categorias renda fixa e variável (%) Novembro Acumulado no ano
    RENDA FIXA
    Renda fixa de longo prazo 0,78 11,49
    Crédito privado 0,72 12,29
    RENDA VARIÁVEL
    Governança -2,29 -1,56
    Livre 3,12 14,54

    Referenciais (%) Novembro Acumulado no ano
    CDI 0,49 5,90
    Ibovespa 2,38 17,15
    IPCA -0,21 3,59
  • Movimentação do plano

    O PP-2 encerrou outubro com 50.145 participantes, dos quais 46.701 ativos e 3.444 assistidos (aposentados e pensionistas). No mês, houve 30 novas concessões, como detalhado abaixo:

    Benefícios concedidos
    Aposentadorias Auxílios-doença Pensão por morte Pecúlios Novas concessões
    7 3 1 11 22
  • Resultado do plano

    O superávit acumulado do PP-2 foi ampliado para R$ 404 milhões em outubro.

    Patrimônio de cobertura:
    R$ 21,421 bilhões
    (ativos)

    Todos os investimentos que o plano possui, mais outros recursos que ele tem a receber.

    Compromissos futuros:
    R$ 21,017 bilhões
    (passivo)

    Valores comprometidos com os pagamentos de benefícios de todos os participantes, seguindo o regulamento do plano.

    Equilíbrio técnico: R$ 404 milhões

    Diferença entre compromissos futuros e patrimônio. Sofre variações para mais ou para menos, de acordo com a movimentação dos compromissos e a rentabilidade. Quando esses compromissos ficam maiores que o patrimônio ocorre déficit. Quando a situação é inversa, há superávit.

    RESUMO DO RESULTADO ACUMULADO (JAN-OUT 2018) R$ milhões
    Resultado acumulado em 2017 304
    IMPACTOS POSITIVOS (JAN-OUT)
    Resultado previdencial (pagamento de benefícios menos recebimento de contribuições e atualização de contingências judiciais – ações com perda provável) 1.602
    Resultado líquido dos investimentos 2.226
    Evolução dos fundos previdenciais 22
    IMPACTOS NEGATIVOS (JAN-OUT)
    Evolução das provisões matemáticas (compromissos futuros) -3.750
    EQUILÍBRIO TÉCNICO 404

 

 

 

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