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Boletim de Resultados PP-2

Dezembro/2018

  • Contexto macroeconômico

    O cenário econômico se mostrou desafiador em 2018, marcado por elevada volatilidade dos mercados globais, fraca recuperação da economia brasileira e instabilidade no mercado doméstico em função das eleições presidenciais.

    A estimativa é que a expansão da economia brasileira em 2018 fique muito abaixo do que era esperado no início do ano. Em janeiro, as projeções do mercado apontavam para um crescimento de 2,7%. Em dezembro, a variação estimada era muito menor, de 1,3%. Fatores como o baixo dinamismo dos mercados de trabalho e de crédito – com desemprego ainda elevado e alta menor que a projetada do volume de empréstimos -, produção da indústria bem abaixo de sua capacidade e a greve dos caminhoneiros – que impactou negativamente as expectativas de empresários e das famílias – ajudam a explicar as sucessivas revisões para baixo das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB), como é chamado o indicador que mede a atividade econômica.

    O resultado das eleições presidenciais melhorou as expectativas do mercado em relação à implementação das reformas necessárias para a economia brasileira. O governo eleito já havia sinalizado que a prioridade seria a aprovação da reforma da Previdência. Esse maior otimismo se refletiu na melhora dos indicadores no último trimestre do ano – como o recuo de 56 pontos básicos do risco-país, terminando o ano em 207 pontos.

    A inflação oficial – medida pelo IPCA, do IBGE – encerrou o ano em 3,75%, abaixo do centro da meta de inflação do governo, que era de 4,50%, mas acima dos 2,95% de 2017. A alta no ano ficou sob controle, mas houve alguma pressão nos preços provocada por impactos da greve dos caminhoneiros e da alta do dólar, como em energia elétrica e combustíveis. Com o cenário benigno da inflação e a recuperação fraca da economia brasileira, o Banco Central reduziu a taxa de juros duas vezes no início do ano, para 6,5%, e depois a manteve sem alterações.

    O Ibovespa, referência do mercado brasileiro de ações, teve valorização de 15,03% em 2018 e alcançou 87 mil pontos, apesar de ter perdido 1,81% em dezembro. O Certificado de Depósito Interbancário (CDI), por sua vez, rendeu 0,49% no mês e 6,42% no ano. Pela cotação do BC, o dólar subiu 0,3% em dezembro, fechando 2018 cotado a R$ 3,87. No ano, a alta foi de 17,1%.

    Juros nos EUA e desaceleração na China

    No cenário internacional, a trajetória da política monetária dos Estados Unidos e a desaceleração da economia da China trouxeram incertezas ao longo de 2018.

    No país asiático, os dados oficiais da atividade econômica mostraram sinais mais claros de desaceleração. O processo de transição do modelo de crescimento e a redução do endividamento de empresas e famílias têm pesado no desempenho da economia. Se a economia chinesa cresce menos, isso se reflete na economia brasileira. Isso porque empresas brasileiras que vendem para a China perdem negócios, o que afeta seus resultados.

    Nos Estados Unidos, as tensões comerciais e políticas contaminaram as expectativas no ano, mas isso ocorreu em uma fase de dinamismo da atividade econômica, com a taxa de desemprego em nível historicamente baixo e o consumo em expansão. O Federal Reserve (banco central americano) elevou o juro quatro vezes em 2018. A alta afeta especialmente emergentes, como o Brasil, já que investidores tendem a abandonar outros mercados em busca dos juros elevados nos EUA, o que gera alta do dólar frente ao real. No fim do ano, a comunicação do BC americano passou a adotar um tom mais suave, sugerindo que o processo de alta de juros estivesse perto de sua conclusão.

  • Desempenho dos investimentos

    Rentabilidade do PP-2 é de 0,73% em dezembro, acima de meta atuarial

    A rentabilidade do Plano Petros-2 (PP-2) superou a meta atuarial para dezembro. O resultado foi de 0,73%, para uma meta de 0,59%. A meta prevê o rendimento necessário para que o plano possa fazer frente a seus compromissos atuais e futuros.

    Com 78% dos recursos do PP-2, a renda fixa (que inclui títulos públicos e privados e fundos de renda fixa) teve valorização de 0,69%. O ganho foi superior ao do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é referência do segmento e avançou 0,49%, e ao da inflação medida pelo IPCA (0,15%). O desempenho positivo reflete a gestão ativa desses investimentos para aproveitar as oportunidades do mercado.

    A renda variável — que reúne ações negociadas em Bolsa, fundos de ações e participações em empresas e tem 15% dos recursos do plano — teve rentabilidade negativa de 0,34% em dezembro, queda menor que a do Ibovespa, referência para o mercado de renda variável, que caiu 1,81% no último mês do ano. A perda pode ser explicada pelos Fundos de Investimentos em Ações (FIAs), com rentabilidade negativa de 0,3%, e pela carteira de governança, com recuo de 1,6%, puxada por Litel (-3,7%, que investe em Vale) e BRF (-1,1%).

    A carteira de empréstimos aos participantes registrou rentabilidade de 1,09% em dezembro. O segmento responde por cerca de 3,5% dos recursos do PP-2. Já os investimentos em imóveis renderam 0,51% no mês.

    Os investimentos estruturados — compostos por Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), veículos de investimento em empresas ou projetos de empreendimentos e fundos imobiliários —, por sua vez, tiveram rentabilidade de 10,27% em dezembro.

    Resultado acumulado no ano

    O PP-2 encerrou o ano de 2018 com rentabilidade de 12,38%, bem acima da meta atuarial do período, de 9,35%. A valorização dos investimentos em renda fixa foi de 11,77%: quase o dobro dos 6,42% do CDI, que é referência para o segmento, e dos 3,75% do IPCA no período.

    Os recursos em renda variável, por sua vez, tiveram alta de 9,47% em 2018, na mesma direção do Ibovespa, que avançou 15,03%. O desempenho foi puxado pela rentabilidade de 14% dos FIAs. Já a carteira de governança caiu 3,1%, sob influência da queda de 40% das ações de BRF e outras perdas em ativos sem negociação em Bolsa. A carteira de renda variável do PP-2 é selecionada para se adequar aos compromissos de longo prazo do plano com seus participantes.

    No resultado acumulado em 2018, a carteira de empréstimos teve ganho de 13,63%. Os investimentos em imóveis, por sua vez, registraram rentabilidade de 7,10%.

    Já o segmento de investimentos estruturados rendeu 75,27% no período. A alta ocorreu por causa da valorização das ações do IRB Brasil RE, no FIP Caixa Barcelona.

    Desempenho do plano X meta atuarial (%) Dezembro Acumulado no ano
    Total do plano 0,73 12,38
    Meta atuarial 0,59 9,35

    Composição da carteira

    Gráfico carteira de investimentos
    78%
    Renda Fixa
    15%
    Renda variável
    2%
    Investimentos estruturados
    1,5%
    Imóveis
    3,5%
    Empréstimos

    Resultado por segmento (%) Dezembro Acumulado no ano
    Renda fixa 0,69 11,77
    Renda variável -0,34 9,47
    Investimentos estruturados 10,27 75,27
    Imóveis 0,51 7,10
    Empréstimos 1,09 13,63

    Categorias renda fixa e variável (%) Dezembro Acumulado no ano
    RENDA FIXA
    Renda fixa de longo prazo 0,69 12,27
    Crédito privado 0,61 12,97
    RENDA VARIÁVEL
    Governança -1,59 -3,13
    Livre -0,32 14,17

    Referenciais (%) Dezembro Acumulado no ano
    CDI 0,49 6,42
    Ibovespa -1,81 15,03
    IPCA 0,15 3,75
  • Movimentação do plano

    O PP-2 encerrou dezembro com 50.336 participantes, dos quais 46.889 ativos e 3.447 assistidos (aposentados e pensionistas). No mês, houve 18 novas concessões, como detalhado abaixo:

    Benefícios concedidos
    Aposentadorias Auxílios-doença Pensão por morte Pecúlios Novas concessões
    4 13 1 0 18
  • Resultado do plano

    O superávit acumulado do PP-2 foi de R$ 291 milhões em dezembro de 2018.

    Patrimônio de cobertura:
    R$ 21,635 bilhões
    (ativos)

    Todos os investimentos que o plano possui, mais outros recursos que ele tem a receber.

    Compromissos futuros:
    R$ 21,344 bilhões
    (passivo)

    Valores comprometidos com os pagamentos de benefícios de todos os participantes, seguindo o regulamento do plano.

    Equilíbrio técnico: R$ 291 milhões

    Diferença entre compromissos futuros e patrimônio. Sofre variações para mais ou para menos, de acordo com a movimentação dos compromissos e a rentabilidade. Quando esses compromissos ficam maiores que o patrimônio ocorre déficit. Quando a situação é inversa, há superávit.

    RESUMO DO RESULTADO ACUMULADO (JAN-DEZ 2018) R$ milhões
    Resultado acumulado em 2017 304
    IMPACTOS POSITIVOS (JAN-DEZ) 4.123
    Resultado líquido dos investimentos 2.385
    Resultado previdencial (pagamento de benefícios menos recebimento de contribuições e atualização de contingências judiciais com perda provável) 1.738
    IMPACTOS NEGATIVOS (JAN-DEZ) -4.136
    Evolução dos fundos previdenciais -59
    Evolução das provisões matemáticas (compromissos futuros) -4.077
    EQUILÍBRIO TÉCNICO 291

 

 

 

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